17/12/2018

Undercover Martyn



Estamos aqui novamente com um certo atraso, ainda to devendo um post a mais mas vida que segue.
ALERTA DE LEITURA EXTENSA!
Hoje eu trarei a vocês uma história abandonada. 
Com um conceito criado em conjunto mas progressão nunca contada. Feito no H A B B O ! [ISAUEFHIUHHHHHGJOAIJFASVGAOEU] 


Em uma galáxia distante, onde mundos eram despedaçados, tudo se regia entre passageiros e anomalias. Mas ninguém percebia a presença dessas anomalias. 
Todos os passageiros iniciavam sua jornada em um salão repleto de poltronas, ali eles devem refletir sobre erros cometidos em sua vida passada até se libertar de todas aquelas memórias e viajar pelos pedaços de mundos. Esse evento acontecia de maneira apressada tanto que as poltronas nem permaneciam ocupadas. Porém, raramente, um passageiro não consegue realizar a viagem e se senta. E a partir daí dois seres se tornam visíveis diante os olhos, e estão dispostos a conversar. As anomalias 


Missão

Os dois indivíduos se mantém sentados de frente um para o outro, enquanto a passageira se mantém acomodada em uma das milhares de poltronas encostadas na parede. Ela solta, "Hã, olá? O que vocês fazem aqui?" e ambos começam a sorrir e completar as frases. "Estamos aqui para ajudar você." Com o semblante confuso, a jovem começa a se perguntar o porquê que ela também estava ali. Primeiro os membros se apresentaram. A sua esquerda, uma bela moça de cabelos rosas cacheados, topo da cabeça coberto por diversas flores, blusa preta com gola caída no ombro direito, saia rosa e um salto preto, sorria com seu rosto felino e se chamava de Cookie. Pela direita, um rapaz de aparência jovial, mantinha seu conjunto totalmente castanho de jaqueta, calça e sapatos simples junto de seu cabelo longo, barba e olhos castanhos, se auto intitulando Harlux. A passageira em questão, tinha sua aparência oscilando devido o rito de passagem, mas seu cabelos se mantinham loiros e suas roupas ficavam entre laranja e preto, seu nome é Stela.
"Conte-nos suas desventuras." Um suor frio correu pelo rosto e engoliu seco. Ao se encolher na poltrona macia, Stela desabafou sobre seus problemas com um relacionamento abusivo, e aparentava determinação pelo futuro que a aguardava com o fim daquele capítulo. Ela falava vividamente, como se não recordasse da tragédia que a levou àquele lugar, e as anomalias não pareciam nem um pouco surpresas, apenas fingiam não saber do que realmente havia acontecido. Por um momento, outro passageiro surge na porta mas se mantém imóvel. Sua aparência muda completamente em segundos e desaparece, diante o silêncio os dois respondem. "Foi-se, vá em paz." 
Retomando a conversa, a moça notava o sorriso empático dos dois enquanto eles diziam com calma conselhos e frases motivacionais, sentindo-se em paz. E com a sensação daquela conversa estar chegando aos seus minutos finais, Stela, agora com seus cabelos longos e lisos, e um vestido xadrez laranja, se levanta. "Eu só posso agradecer a vocês por terem me escutado. Nesse final de semana mesmo eu vou no shopping tomar um sorvete e só fazer as coisas por mim mesma!" disse com o maior sorriso. De repente ela percebe que seu corpo parecia estar desaparecendo, e ao olhar para eles, disseram. "Sempre estaremos aqui; vá em paz, Stela." 


Relação

Com mais uma época do ciclo em que não chegava mais nenhum passageiro, Cookie e Harlux não podiam apenas ficar no salão imóveis. O pedaços de mundos eram sempre intocáveis e quando algumas partes tinham proprietários, normalmente se enchiam de móveis e decorações para atrair mais pessoas. Porém anomalias podiam criar novos pedaços de mundo, pelo menos Cookie conseguia. Ela era bastante criativa e animada, contrastando com ele que era mais sereno e reservado. Os dois se conheciam a milênios mas ainda havia alguns fatos e dúvidas guardados dentro deles mas nunca discutido antes.
Em um desses dias tediosos, invés de ir observar humanos convivendo na cafeteria ou na balada, a felina o chamou para sua nova construção intitulada de Vazio no Espaço-tempo
Cookie veio correndo e sem explicar nada só o puxou para mostrar o que já havia feito.

 


No terraço, logo acima da entrada, havia um "laboratório" que não aparentava executar tal função.








Abaixo do Lobby, tinha uma sala de música ainda vazia, porém estilosa.






Descendo mais, um andar que parecia infinito com uma densa floresta de cerejeiras. O rapaz sentia arrepios vindo desse lugar mas continuava sem comentar nada.




Ainda tinha mais um lance de escadas para baixo, mas a cachinhos rosados fechou o caminho e disse que ainda não estava pronto. Voltaram para o terraço e dali acessaram uma porta que dava para uma área alta do terreno, que estava arrumado como se fosse uma sala do trono. Ao lado de um amontoado de doces, suposto trono, havia um pequeno elfo vestido de mago. 



O nome do pequeno era Charles, mas o tempo todo Harlux o chamava de Antônio. Apesar de ter terminado o Tour, o rapaz não conseguia parar de olhar para o elevador no canto da sala. Cookie então começa a descer as infinitas escadas dizendo que vai continuar seu trabalho, abandonando ele e Charles ali. Quando ela não está mas em sua vista, entra sorrateiramente no elevador.



Assim que chega ao seu destino, encontra uma sala pequena repleta de itens peculiares, quadros flutuantes, doces, um mapa de um dos mundos repartidos e um olho rosa gigante. Era difícil sabe qual era a reação correta para aquela situação, mas resolveu pegar o elevador novamente. O pior daquele local era a sensação de estar sendo observado, não sabia se era o Olho ou se Cookie estava ali.


Ainda confuso com o que acabara de ver, sentou-se no trono e começou a conversar com Antônio. Refletiu sobre sua relação com a sua parceira, eles nunca tinham chegado a conversar sobre a própria existência ou sequer questionar o funcionamento daquela sessão cósmica. Tantas coisas que ainda não sabia. Mas apesar de tudo, tinha um sentimento que queria apenas protegê-la, emoções também era algo que não falavam. E se ele tentasse dar o primeiro passo? Como acabaria isso?
Então, Harlux levantou relutante e olhou para Antônio, que até agora não dissera nada, e que se não arrumasse o seu chapéu que caía de vez enquando, assumiria que era apenas um boneco. Começou a descer as escadas calmamente, até ganhar coragem e apertar o passo. Chegando no andar mais baixo, o piso ainda era pedra, não havia nenhuma parede e nenhum sinal de Cookie. Apenas uma margarida que definitivamente estava no seu cabelo, jogado no chão.



Procura

Ele começou a andar por todos os lados, com esperança dela estar escondida prestes a dar um susto. A chamou por todos os tons de voz, fez os passos de dança que obrigava ela a imitar, perguntou até para Antônio mas o mesmo nem olhou de volta. Sentindo o desespero crescer, Harlux foi entrando em todas as portas que encontrava até chegar em um lugar estranho através da porta na sala de música.



Seguindo o único caminho que o mármore formava, foi lendo alguns bilhetes flutuantes.









































Algo apertava seu peito com força, sua visão ficou turva por um momento mas seguiu caminhando depressa até a cabine telefônica. Dela retornou a sala de música mas havia um suposto portal brilhante no meio. E assim que pisou ali, sua busca por Cookie se iniciou.



O portal o levou para uma densa floresta escura e dourada, não era possível encontrar outra coisa além de um gramofone. Quando tocou o vinil, só dava para escutar sons de tiro, bombas e um trompete ao fundo, e ao fim do barulho, uma das árvores se abriu como uma passagem.




A partir dela, encontrou o fim da floresta e o início de uma cidade futurista. Mas ele não avistou nenhum humano, apenas robôs quebrados e uma leve chuva.

"Qual o significado disso tudo?" pensava enquanto andava pela cidade sem rumo. Não tinha como Cookie criar esses pedaços de mundo tão rápido assim, aliás o que realmente aconteceu? Alguém a raptou ou algo assim? Essas questões de Harlux se mesclavam com o que ainda não sabia sobre as anomalias, só piorando seu estado emocional. Mas não tinha tempo para ter uma crise. Afinal, uma hora eles teriam que voltar para o salão, certo..? 

Ele cortou sua tempestade de dúvidas ao encontrar uma vela acesa em cima de um crânio, o que não combinava nada com o cenário. Observou com cuidado ao seu redor até ver uma luz alaranjada vindo de um dos becos ali perto.



Eram tantas velas que ficara difícil enxergar os detalhes a sua volta, mas a capela secreta estava completamente pronta para um Dia de Los Muertos. De repente a única entrada se fecha e a temperatura aumenta cada vez mais. Sem opções, ele cogitou deitar-se no caixão que havia no centro, mas o fogo subiu antes que o fizesse.
Antes de deduzir como era o pós morte ao abrir os olhos, se encontrou rodeado de riquezas e uma pequena masmorra. Das grades só era visto alguns braços e barulho de água subindo. Procurou por alguma porta ou enigma para resolver diante os pilares de dragões, mas só restou se afogar pela enchente infinita.
O rapaz foi afundando cada vez mais até cair ao lado de uma esfinge marinha. Entre tosses e respirações aceleradas, berrou. "OK, ESTAMOS PASSANDO DOS LIMITES. CHEGA DE JOGOS." Mas nada acontece, restando apenas descer as escadas e entrar em uma pequena tenda ao fundo.


Como se não fosse suficiente, Harlux se vê entre estátuas e portais. No meio havia a mesma pedra do Vazio no Espaço-tempo, mas ao seu entorno tinha um brilho estranho que o fazia tremer. Sem pensar muito foi só se jogando nos portais aleatoriamente até atravessar o certo.
Até que funcionou mas ficou mais tonto do que imaginava. Esses terrenos preparados só estavam começando e estavam tirando a paciência do rapaz. 


Desafios

Depois de atravessar uma torre, chegou em um labirinto com obstáculos. Bem montado por sinal. De longe já conseguia ver um elevador e o colocou como seu próximo objetivo. Demorou um pouco para chegar ali por questões duvidosas, e ao descer, havia apenas água cobrindo o chão e um bilhete.
Primeiro, pensou quem seria o autor da mensagem. E logo depois bufou confiante, pois nenhum desafio era páreo para Harlux. Voltou e passou mais alguns minutos no labirinto até chegar na cabine certa. Para o segundo desafio, havia uma praça bela e coberta de neve.


O piano cercado definitivamente chamava atenção, e antes mesmo de perceber as portas no meio da rua, uma musica lenta e melancólica começou a tocar. Enquanto apreciava e observava as janelas apagadas, um calafrio o tomou por um instante; Sabia que alguém o observava ali. Mas ele resolveu ignorar e novamente sem pensar foi abrindo as portas até avançar para o próximo nível. Passou por uma casa abandonada que foi ficando cada vez deteriorada e assombrada, e chegou em um suposto bar bem bagunçado.

Mesmo demorando mais que o esperado, atravessou mais um labirinto com maestria. E ainda encontrou mais um bilhete, e dessa vez com certeza era ela. "Onde raios ela está agora?!" 




O terreno seguinte parecia mais peculiar e fora de contexto que os outros, era perceptível uma energia negativa ali, mas só restava seguir em frente. Pelo caminho encontrou alguns itens que o fazia lembrar dela, àquela altura tudo o que ele sentia já estava mais confuso que antes. Só queria encontrá-la logo. Pelo final, se deparou com dois portais, e num instante foi para o mais claro.


Assim que chegou, a voz de Cookie ecoou na sua mente. "Rápido! Vá para o centro!" Harlux começou a correr para seu objetivo enquanto os bilhetes dali começavam a queimar e uma voz feminina e densa soou pelo salão. 
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Ao se aproximar do centro, Antônio Charles levantou seu braço e seu caminho até a suposta saída começou a fechar. Harlux conseguiu chegar perto do pequeno e baixou seu chapéu cobrindo o seu rosto antes de partir.  


Destinos


Ainda ofegante e com as mãos nos joelhos, disse. "Você me deve uma Cookie." "Tudo bem, o que vai querer que eu faça?" Num instante ele se vira e a vê do outro lado de uma cerca ridícula. Se aproximando dela, ambos seguraram as duas mãos e fitaram os olhos de cada um. Aqueles minutos com certeza pareceram o infinito, mas ela fechou os olhos e contou. "Nós não temos muito tempo Harlux. Eu não tenho ideia do que essa anônima quer mas precisamos voltar." Ele tinha tanta coisa para dizer mas apenas perguntou. "Para onde vai aquele portão de pedra?" Ela apenas respondeu que provavelmente era uma continuação para os jogos dela, mas adicionou que poderia tentar levá-los para casa. Ele recusou e decidiu enfrentar a feiticeira, então Cookie abriu a cerca para seu parceiro seguir seu caminho. Antes de ir, eles se entreolharam novamente, ela transparecia preocupação mas deixou o silêncio dominar. Atravessando o portão, ouviu-se diversos estrondos seguido de uma risada maldosa. Sua passagem anterior se desfez e encarou o que estava por vir. 



Diversos móveis já vistos anteriormente, dispostos de maneira totalmente confusa, uma suposta música barulhenta toca ao fundo e não há nenhum caminho visível para seguir. Enquanto Harlux tenta atravessar a bagunça, a moça novamente começa a falar. "Você realmente acha que é capaz de me enfrentar? Nem sequer sabe o que você é capaz de fazer. Tanto potencial jogado fora." Mas determinado, ele chega na única porta restante. 


Sua visão é coberta por um campo gramado, uma poltrona e uma mesa de gelo. A porta logo atrás desaparece e um riso familiar ecoa pelo terreno. "Sente-se, vamos ter uma breve conversa antes da garota chegar." Disse a mulher alva sem rosto e de cabelos verdes. 


Continua. . . ? [Hatsune miku?!]

AE- ACABEI ESSE TROÇO! Espero que não tenha sido tão cringe por causa das imagens... aushaeuhdue Mas assim, explicando melhor como surgiu isso: toda a ideia dos passageiros e anomalias foi criada por mim e por um amigo que perdi contato praticamente. Toda essa história com os mapas montados eu ia mostrar pra ele mas ele não apareceu mais. Hehe. E achei que era uma ideia legal demais pra ser jogado no lixo, então aqui está! Vou pensar se tento continuar. 
O título da história é o mesmo de uma música que me deu ideias pra escrever isso aqui, meio que não tem nada a ver mas tbm não queria um título óbvio.

Aliás, sobre o post extra só vem ano que vem mesmo, pq eu não to com paciência e esse já valeu por dois. <3 Até logo.